DADOS DO TRABALHO
Miniatura
Programa de Pós-Graduação
Título
Violette Leduc: a escrita como abordagem do real ?
Autor(a)
Renata de Almeida Dias Lima
Tipo de trabalho de conclusão
Tese
Data de defesa
19 de abril de 2022
Resumo
Considerando a articulação entre psicanálise e literatura, assim como a inspiração oriunda do bom encontro com a escritora Violette Leduc, tomei de empréstimo sua obra para ilustrar, referir, dialogar e defender que a escrita possa ser uma forma de abordagem do real e uma saída diante da devastação.
O mundo descrito em *A Asfixia*, *A Faminta*, *Ravages*, é pleno de ruído e raiva, onde o amor traz o nome de ódio e a paixão de viver ganha a proporção dos gritos de desespero. A solidão é devastadora para a autora, sua saída é a escrita. “Sou um deserto que monologa”, uma frase endereçada a Beauvoir por Violette, permite pensar que a aridez com que constrói seu viver é terreno fértil para sua obra. Lacan falou sobre isso quando afirmou que um deserto passa a ser fecundado quando rebatizado.
A escrita desta autora permite que o leitor revisite seus próprios desertos, suas terras fecundas, aqueles que a nomearam, as palavras faltantes. Cada um dos homens, cada uma de suas aventuras, de suas intimidades, de suas loucuras. Dos fracassos às renúncias, da noite da infância à melancolia do alvorecer, da emoção de uma nuvem no céu à surpresa do florescer, constituem-se vários livros, desejos incessantes de tecer. A tessitura do texto que a fez viver.
Palavras-chave
Psicanálise, | Literatura | Violette Leduc | Psicanálise | Escrita | Literatura | Real, Devastação | Violette Leduc | Enunciação | Escrita | Real, Devastação | Enunciação
CONTEXTO
Linha de Pesquisa
BANCA EXAMINADORA
Orientador(a)
Membros Internos
José Maurício Teixeira Loures | Sonia Xavier de Almeida Borges
Membros externos
Doris Luz Rinaldi | Vanisa Maria da Gama Moret dos Santos
