Coleção
Dissertações e Teses
Item
Regras de transição de aposentadoria de servidores públicos: uma análise crítica a partir da ontologia fundamental de Martin Heidegger e do pensamento crítico de Byung-Chul Han
DADOS DO TRABALHO
Miniatura
Programa de Pós-Graduação
Título
Regras de transição de aposentadoria de servidores públicos: uma análise crítica a partir da ontologia fundamental de Martin Heidegger e do pensamento crítico de Byung-Chul Han
Autor(a)
Nilton Rodrigues da Paixão Júnior
Tipo de trabalho de conclusão
Tese
Data de defesa
14 de dezembro de 2020
Resumo
Esta pesquisa discute as regras de transição constitucionais em matéria de previdência social do servidor público. As regras de transição são usadas com frequência, quando o Congresso Nacional aprova alterações no Regime Próprio de Previdência do Servidor Público – RPPS. Essas regras não conseguem ter eficácia jurídica exauriente, porque no curso da vigência sofrem outras alterações. Por que há o desrespeito à vigência das regras de transição? A hipótese sugerida é a de que a expectativa de direito é um instituto jurídico inadequado para tratar das regras de transição.
A pesquisa se fundamenta em dois marcos teóricos: Martin Heidegger e Byung-Chul Han. Martin Heidegger discute a temporalidade da existência, indicando que o ser humano, em seu sentido mais essencial e originário, é tempo, especialmente na obra “Ser e Tempo”. E Byung-Chul Han apresenta questões relacionadas à sociedade do cansaço e da transparência, evidenciando um esgotamento físico e psíquico da pessoa como consequência do excesso de trabalho. A pessoa hoje é simultaneamente algoz e vítima, senhora e escrava de si mesma.
Tudo isso tem a ver com as regras de transição em matéria de previdência social, porque o tempo de cada um é o cerne da questão. Mas que tempo é esse? Quando se estabelece um requisito de idade mínima para se aposentar, por exemplo, 60 ou 65 anos, isso afeta diretamente a existência real do ser humano, porque ele pode ter começado a trabalhar muito cedo. É importante respeitar a devida proporcionalidade. Do contrário, é uma fraude contra a vida da pessoa e uma afronta à dignidade humana.
Metodologicamente o trabalho analisou discursos, textos legais, doutrinas e utilizou a fenomenologia ontológica fundamental heideggeriana a partir da analítica existencial do Dasein.
Palavras-chave
servidor público | aposentadoria | segurança jurídica | Heidegger
CONTEXTO
Linha de Pesquisa
BANCA EXAMINADORA
Orientador(a)
Membros Internos
Antônio Celso Alves Pereira | Pedro Hermílio Villas Bôas Castelo Branco
Membros externos
Cláudia Ribeiro Pereira Nunes | Priscila Elise Alves Vasconcelos | Cláudia Ribeiro Pereira Nunes | Fernando Rangel Alvarez dos Santos | Priscila Elise Alves Vasconcelos | Fernando Rangel Alvarez dos Santos
